sábado, 23 de fevereiro de 2013

Amargura


Tenho duas mágoas que moram comigo.
Só duas. Da vida toda.
Uma nova e uma antiga.
A mais nova, menorzinha, pode ser que vá embora.
À outra já me acostumei. 
No início era pesada, difícil de levar. Agora se moldou a mim, eu a ela.
Vez por outra me provoca, tenta atiçar meus medos.
Tem dias que, na queda de braço, ela me vence.

Minhas amarguras tem nome de gente.
(Não são dessas por coisa que a gente não fez)
São esses nomes que eu mesma escrevi,
E que agora me machuco tentando apagar.

Um comentário:

Rafael Spínola disse...

As com nome de gente são muito mais difíceis de apagar, ainda mais quando gente escreve com força.